Yi Jin Jing

É o cultivo da energia interna, desenvolvido no monastério de Shaolin este lendário exercício é muito respeitado pelos praticantes de kung-fu e Qi Gong. Fortalece músculos, tendões, ossos e ligamentos e ainda equilibra a energia interna. O Yi Jin Jing consiste de alongamentos, respirações e visualização para proporcionar a saúde perfeita, a prática constante aumenta a energia e melhora a circulação sanguínea, cura doenças e corrige desordens. Desenvolvido a partir dos movimentos de trabalho dos camponeses, o I Chin Ching se constitui de 12 exercícios, especialmente eficazes no desenvolvimento da força muscular. Os movimentos do I Chin Ching são árduos e vigorosos, contudo, na severidade há suavidade e no movimento há serenidade. Sua origem costuma ser atribuída a Bodhidharma, mas a afirmação é posta em dúvida por diversos historiadores das artes marciais, como o Dr. William C.C. Hu descreve em seu artigo sobre o Yijinjing publicado em 1965 no Black Belt Magazine. As cinco regras tradicionais do Yijinjing são: Quietude: como a água do lago reflete a lua, um espírito calmo permite que a energia mova-se dentro do corpo Lentidão: movimentos lentos são necessários para flexionar os músculos profundamente até sua extensão máxima, mobilizando o Qi e Xue Extensão: cada movimento deve ser levado a seu limite, sem forçar Pausa: o melhor resultado vem da espera e de manter o alongamento por um tempo mais longo Flexibilidade: os membros e o tronco devem ser alongados de modo que o sangue e a energia possam circular, proporcionando flexibilidade. As orientações sobre a respiração durante a prática de Yijinjing são controversas. Algumas fontes insistem em acompanhar os movimentos com uma respiração inversa profunda, forçada, a fim de desenvolver a vitalidade. Outras fontes, entre elas Robert W. Smith (em seu artigo sobre o tema no J.A.M.A. em 1996), sugerem que há diferenças entre a orientação sobre a respiração nas linhagens do norte e do sul da China. Em seu trabalho sobre "A respiração no Taiji e em outras artes marciais" (Breathing in Taiji and other fighting arts), Smith analisa praticantes veteranos de Taiji, os textos clássicos desta arte, e também lutadores experientes, constatando que o tipo mais adequado de respiração para as finalidades relacionadas às artes marciais e à saúde fica entre a respiração abdominal clássica e um respirar lento, inconsciente. Pode também haver momentos de explosões repentinas (Fajing), típicos de artes marciais em seus golpes mais duros.